Mato Grosso do Sul segue ampliando sua participação no mercado de trabalho formal. Dados divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) mostram que o Estado alcançou 912.058 vínculos empregatícios com carteira assinada em fevereiro de 2026, resultado que representa crescimento de 3,6% em comparação com o mesmo período do ano passado.
Embora os números revelem um cenário positivo em todo o Estado, o momento é ainda mais favorável em Três Lagoas, onde a retomada das obras da UFN-3 e a expansão do setor industrial vêm impulsionando uma forte demanda por trabalhadores de diferentes áreas.
Nos últimos dias, empresas responsáveis pela reativação da fábrica de fertilizantes iniciaram processos de recrutamento para funções como ajudante de obras, pedreiro, carpinteiro, soldador, montador de andaimes e outras especialidades da construção civil. Paralelamente, a cidade continua absorvendo profissionais ligados à cadeia da celulose, especialmente em razão dos investimentos na região leste de Mato Grosso do Sul.
O aquecimento do mercado de trabalho também tem reflexos em setores como comércio, hotelaria, alimentação, transporte, locação de imóveis e prestação de serviços, ampliando as oportunidades para trabalhadores com diferentes níveis de qualificação.
Segundo a Relação Anual de Informações Sociais (Rais Mensal), Mato Grosso do Sul contabilizou 31.965 empregos formais a mais em relação a fevereiro de 2025. Na comparação com janeiro deste ano, o aumento foi ainda mais expressivo, com 41.518 novos vínculos ativos.
No cenário nacional, o Brasil chegou a 62,2 milhões de empregos formais, crescimento de 3,6% em relação ao mesmo período do ano passado.
Durante a apresentação dos dados, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, destacou que a maior parte das vagas abertas vem sendo ocupada por jovens entre 18 e 24 anos.
O Ministério também informou que pretende ampliar a frequência da divulgação da Rais, passando a publicar os dados regularmente com informações detalhadas por estados, municípios, setores econômicos e ocupações.
Entre as regiões brasileiras, o Centro-Oeste apresentou desempenho acima da média nacional no início de 2026, acumulando crescimento de 2,7% no estoque de empregos formais.
A expansão é atribuída principalmente ao fortalecimento do agronegócio, da indústria e da logística, segmentos que seguem recebendo investimentos expressivos na região.
Três Lagoas vive momento estratégico
Em Três Lagoas, a expectativa é que esse movimento se intensifique ao longo dos próximos meses. A retomada da UFN-3 deverá gerar milhares de empregos durante a fase de construção, enquanto novos empreendimentos industriais e a expansão da cadeia da celulose continuam atraindo profissionais de diversas regiões do país.
Ao mesmo tempo, instituições como o Senai, a Casa do Trabalhador e empresas parceiras ampliam a oferta de cursos de qualificação profissional para atender à crescente demanda por mão de obra especializada.
Com novos investimentos previstos para os próximos anos, Três Lagoas consolida sua posição como um dos principais polos geradores de emprego de Mato Grosso do Sul, reforçando o papel estratégico da Costa Leste no desenvolvimento econômico do Estado.


