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Senai deverá formar profissionais que atuarão na UFN-3 e amplia oportunidades de qualificação em Três Lagoas

A retomada das obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-3), oficializada nesta quinta-feira (25) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pela Petrobras, marca o início de uma nova fase para a economia de Três Lagoas.

Mais do que trazer investimentos superiores a R$ 5 bilhões e a geração de milhares de empregos, o empreendimento possibilitará um desafio estratégico: qualificar a mão de obra que irá atender à demanda da maior fábrica de fertilizantes nitrogenados do Centro-Oeste.

Nesse cenário, o Senai de Três Lagoas desponta como um dos principais protagonistas. Durante a cerimônia de assinatura dos contratos para a retomada da obra, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, anunciou a criação de um amplo programa de qualificação profissional voltado à formação dos trabalhadores que atuarão na construção da unidade.

A iniciativa contará com recursos da própria Petrobras e será desenvolvida em parceria com o Senai/MS e institutos federais de educação. Ao todo, cerca de 1.200 pessoas deverão ser capacitadas nos próximos meses.

O objetivo é preparar profissionais da própria região para ocupar as vagas abertas pelo empreendimento, reduzindo a necessidade de contratação de trabalhadores de outros estados e deixando um legado permanente de qualificação para Três Lagoas e municípios vizinhos.

Milhares de empregos

A expectativa da Petrobras é que a fase de construção da UFN-3 gere aproximadamente 3 mil empregos diretos e indiretos. Após a conclusão da fábrica, prevista para os próximos anos, outros 5 mil postos de trabalho deverão ser mantidos entre a operação industrial e toda a cadeia de serviços que será movimentada pelo empreendimento.

Além das oportunidades dentro da unidade, diversos setores da economia devem sentir os reflexos da retomada, como construção civil, transporte, hotelaria, alimentação, comércio, prestação de serviços e logística.

Para atender essa nova realidade, a qualificação profissional passa a ser um diferencial competitivo para quem pretende conquistar espaço nesse novo ciclo de desenvolvimento.

reprodução

Cursos para diferentes perfis

Enquanto o programa específico para a UFN-3 é estruturado, o Senai Três Lagoas já disponibiliza diversas modalidades de formação voltadas às necessidades da indústria e do mercado de trabalho.

Entre elas estão os cursos técnicos, com duração entre um e dois anos, voltados para quem busca uma formação sólida de nível médio e rápida inserção profissional.

Também são oferecidos cursos de qualificação profissional, com carga horária entre 160 e 340 horas, destinados à formação prática em diversas áreas industriais.

Para profissionais que desejam atualizar conhecimentos ou acompanhar as novas tecnologias, o Senai mantém cursos de aperfeiçoamento profissional, com duração entre quatro e 80 horas.

Já quem pretende dar os primeiros passos no mercado encontra opções de iniciação profissional, com cursos introdutórios voltados à descoberta de novas carreiras.

Além da diversidade de cursos, o Senai se destaca pela estrutura laboratorial e pelo modelo de ensino voltado às necessidades da indústria.

A instituição oferece laboratórios equipados com tecnologias utilizadas pelo setor produtivo, professores com experiência de mercado e uma metodologia focada na prática, aproximando os alunos da realidade das empresas.

Outro diferencial é o custo-benefício da formação, considerado um dos mais competitivos do país, permitindo que jovens e trabalhadores em processo de recolocação ampliem suas oportunidades profissionais.

Rodrigo Bastos, diretor do Senai de Três Lagoas | foto: Rogério Potinatti

Momento de preparação

Com a retomada da UFN-3, Três Lagoas inicia um novo ciclo de crescimento econômico. Para especialistas do setor, a preparação da mão de obra será determinante para que a população local ocupe a maior parte das vagas que serão abertas nos próximos anos.

Nesse contexto, o Senai deverá assumir papel estratégico na formação dos profissionais que irão construir, operar e dar sustentação ao novo empreendimento, contribuindo não apenas para atender às necessidades da fábrica, mas também para fortalecer a indústria e ampliar a competitividade da região nos próximos anos.

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