A Prefeitura de Três Lagoas intensificou o monitoramento do mosquito Aedes aegypti com o uso de armadilhas chamadas larvitrampas instaladas em pontos estratégicos do município. A iniciativa, coordenada pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), integra as ações de vigilância entomológica e tem como objetivo identificar precocemente a presença do vetor transmissor da dengue, zika e chikungunya.
As armadilhas são utilizadas para atrair as fêmeas do mosquito durante o período de reprodução, permitindo que as equipes técnicas identifiquem a presença de larvas e acompanhem a evolução da infestação em diferentes regiões da cidade.
O monitoramento é realizado em áreas consideradas estratégicas, como a região das lagoas, Balneário Municipal, Jupiá e Vila Zuque, incluindo locais próximos a cursos d’água e canais de drenagem. A partir das informações coletadas, o setor de Entomologia consegue mapear a circulação do mosquito e direcionar com maior precisão as ações de prevenção e controle.
Os dados obtidos pelas larvitrampas auxiliam na identificação de áreas com maior risco de proliferação, permitindo que a Secretaria de Saúde intensifique visitas domiciliares, bloqueios, orientações à população e outras medidas de combate ao vetor. O método faz parte das estratégias de vigilância recomendadas pelo Ministério da Saúde para reduzir o risco de surtos de arboviroses.
Apesar da tecnologia empregada no monitoramento, a Secretaria reforça que o controle do mosquito depende principalmente da colaboração da população. A eliminação de recipientes que acumulam água, a limpeza de quintais, terrenos e calhas, além da inspeção semanal dos imóveis, continuam sendo as medidas mais eficazes para impedir a reprodução do Aedes aegypti.
Segundo a administração municipal, as larvitrampas funcionam como uma ferramenta de apoio à vigilância epidemiológica, mas o sucesso no combate às doenças transmitidas pelo mosquito exige a participação conjunta do poder público e da comunidade.


