Mato Grosso do Sul quer ocupar um espaço cada vez mais relevante na economia digital brasileira. A estratégia passa pela modernização dos serviços públicos, ampliação do uso da inteligência artificial na educação e aproveitamento da matriz energética renovável como diferencial competitivo para atrair empresas de tecnologia e novos investimentos.
A proposta foi reforçada nesta semana durante evento realizado em Campo Grande, onde o governador Eduardo Riedel apresentou a visão do Estado para os próximos anos, baseada na integração entre inovação, qualificação profissional e desenvolvimento econômico.
A avaliação do governo é de que a transformação digital deixou de ser apenas uma pauta tecnológica para se tornar uma ferramenta capaz de impactar diretamente a qualidade dos serviços públicos, a formação de mão de obra e a geração de oportunidades.
Nesse contexto, a digitalização da máquina pública aparece como uma das prioridades. A meta é ampliar a oferta de serviços online, reduzir burocracias e simplificar o relacionamento entre cidadãos e órgãos públicos.
A proposta acompanha uma tendência observada em diversos estados brasileiros, que buscam utilizar tecnologia para tornar processos mais rápidos, acessíveis e eficientes.
Inteligência artificial chega às salas de aula
Outro eixo considerado estratégico é a educação. O Estado aposta na incorporação de ferramentas de inteligência artificial ao ambiente escolar, acompanhada de programas de capacitação para professores e estudantes.
A iniciativa busca preparar os jovens para um mercado de trabalho cada vez mais conectado à tecnologia, ao mesmo tempo em que amplia o acesso ao conhecimento e às novas ferramentas digitais.
A ideia é que a escola pública também desempenhe papel importante na formação de profissionais para áreas ligadas à inovação, tecnologia da informação, automação e análise de dados.
Além dos estudantes, a estratégia prevê a capacitação de milhares de professores para que o uso da inteligência artificial ocorra de forma planejada e integrada ao processo de aprendizagem.
Energia limpa vira diferencial competitivo
Se a tecnologia representa o futuro da economia, a energia é um dos fatores que podem determinar onde empresas decidem investir. E nesse aspecto, Mato Grosso do Sul acredita ter uma vantagem importante.
Com uma das matrizes energéticas mais limpas do país, impulsionada pela biomassa, energia solar e outras fontes renováveis, o Estado busca atrair empreendimentos intensivos em consumo energético, como data centers, empresas de tecnologia e operações ligadas à economia digital.
A combinação entre sustentabilidade, disponibilidade energética e localização estratégica tem sido apresentada como um dos principais ativos para ampliar a competitividade sul-mato-grossense.
Ecossistema de inovação ganha protagonismo
A estratégia também envolve o fortalecimento do ecossistema de inovação já existente no Estado. Universidades, centros de pesquisa, incubadoras, aceleradoras e startups são vistos como peças fundamentais para estimular o desenvolvimento de novas soluções e ampliar as oportunidades para a juventude.
A proposta é aproximar pesquisa, setor produtivo e poder público, criando um ambiente favorável à inovação e ao empreendedorismo tecnológico.
Nos últimos anos, Mato Grosso do Sul tem ampliado investimentos em ciência, tecnologia e inovação, especialmente em áreas ligadas ao agronegócio, bioenergia, florestas plantadas, logística e sustentabilidade.
Desenvolvimento conectado
A visão defendida pelo governo estadual é de que temas como educação, inovação, geração de empregos, energia e transformação digital não podem ser tratados de forma isolada.
A expectativa é que a integração dessas áreas permita ao Estado avançar para além da condição de potência agroindustrial, consolidando-se também como um ambiente favorável para negócios de base tecnológica e para a chamada economia do conhecimento.
Com o avanço da inteligência artificial, da digitalização dos serviços e da demanda global por energia limpa, Mato Grosso do Sul busca se posicionar como um dos protagonistas desse novo ciclo de desenvolvimento.



Adalberto Andrighetti
junho 5, 2026O cuidado imprescindível é em relação à desqualificação do ser humano como professor, ele é necessário na educação, principalmente, para as relações humanas!