Mato Grosso do Sul

MP abre inquérito para apurar atropelamentos de animais em rodovias de Três Lagoas

Os atropelamentos de animais em rodovias que cortam Três Lagoas viraram alvo de inquérito civil instaurado pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS). A apuração começou após denúncia do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) e reúne dados do período de 2020 a 2025.

Segundo o MPMS, nos últimos cinco anos foram registradas 16 ocorrências classificadas como atropelamento de animais, sendo 10 na BR-262 e seis na BR-158. A média é de pouco mais de três registros por ano.

O levantamento apresentado, porém, não informa se os animais atropelados eram silvestres ou domésticos e também não aponta a destinação das carcaças. Para o Ministério Público, a falta de detalhes reforça a necessidade de padronização no registro das ocorrências e abre a possibilidade de subnotificação.

No inquérito, o promotor de Justiça Antônio Carlos Garcia de Oliveira também pediu esclarecimentos sobre eventual responsabilidade de empresas de celulose, em razão do aumento do fluxo de veículos pesados nas rodovias da região.

Além disso, o MPMS requisitou informações oficiais à Polícia Rodoviária Federal (PRF), ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), à Polícia Militar Rodoviária (PMR) e ao Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul).

O Ministério Público informou ainda que a Agência Estadual de Regulação (AGEMS) comunicou a implantação de duas passagens de fauna na MS-306 e a previsão de instalação de outras 23 passagens na região Leste do Estado. Estão previstas 10 estruturas na MS-112, 12 na BR-158 e uma na BR-436, todas com câmeras de monitoramento.

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