Banner Topo
Política

Deputados de MS apoiam PEC da Segurança Pública que endurece combate ao crime e amplia autonomia dos estados

A bancada federal de Mato Grosso do Sul votou favoravelmente à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, aprovada em primeiro turno pela Câmara dos Deputados na última quarta-feira (4). A proposta altera regras constitucionais sobre o sistema de segurança no país e busca fortalecer o enfrentamento ao crime organizado, além de redefinir atribuições entre União, estados e municípios.

Dos oito deputados federais sul-mato-grossenses, todos participaram da votação que resultou em ampla aprovação do texto: foram 487 votos favoráveis e apenas 15 contrários no plenário. Representam o estado na Câmara os parlamentares Vander Loubet (PT), Dagoberto Nogueira (PSDB), Camila Jara (PT), Luiz Ovando (PP), Rodolfo Nogueira (PL), Geraldo Resende (PSDB), Marcos Pollon (PL) e Beto Pereira (PSDB).

Com a aprovação em primeiro turno, a proposta agora segue para a segunda votação na Câmara. Caso seja novamente aprovada, será encaminhada ao Senado. Como se trata de uma emenda constitucional, não haverá necessidade de sanção presidencial após a aprovação final.

Durante as negociações para garantir a aprovação da PEC, um acordo entre o relator da proposta, deputado Mendonça Filho (União-PE), e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), retirou do texto um trecho que abria possibilidade para discutir a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos por meio de referendo.

A inclusão do tema havia sido feita pelo relator durante a elaboração do parecer, mas gerou forte reação de bancadas de esquerda, o que levou à retirada do dispositivo para evitar o risco de travamento da votação.

Entre os principais pontos do novo texto está o fortalecimento da autonomia dos estados na formulação e execução das políticas de segurança pública. A proposta reduz a possibilidade de interferência direta da União nas estratégias estaduais, priorizando a atuação integrada entre os diferentes entes federativos.

A PEC também prevê que o governo federal passe a atuar principalmente como financiador das políticas de segurança, em vez de executor direto. A redação estabelece que a União deverá “prover os meios necessários” para a manutenção da segurança pública, sinalizando maior apoio financeiro aos estados.

Outro ponto relevante é a autorização para que municípios criem polícias comunitárias próprias, desde que tenham capacidade financeira para manter essas corporações.

O texto também traz medidas mais duras contra organizações criminosas. A proposta cria a categoria penal de “organização criminosa de alta periculosidade”, voltada principalmente para facções e milícias.

Entre as consequências previstas estão sanções mais rigorosas para integrantes dessas organizações, maior dificuldade para progressão de regime e regras mais restritivas para acordos judiciais. Líderes dessas estruturas poderão cumprir pena em presídios de segurança máxima.

Além disso, o texto prevê que crimes cometidos com violência ou grave ameaça recebam tratamento penal mais severo.

A versão aprovada pelo plenário também alterou pontos da proposta inicialmente elaborada pelo Ministério da Justiça. Entre as mudanças, foi retirada a previsão de criação da chamada Polícia Viária Federal — uma reformulação da Polícia Rodoviária Federal defendida pelo governo federal.

Outra alteração relevante limita a competência exclusiva da União sobre segurança pública e defesa social, mantendo ao governo federal basicamente o poder de legislar sobre atividades de inteligência.

A proposta ainda inclui mudanças no financiamento das políticas de segurança. A PEC transforma em dispositivos constitucionais o Fundo Nacional de Segurança Pública e o Fundo Penitenciário Nacional.

Além disso, define novas fontes de recursos, como parte da arrecadação proveniente de casas de apostas e valores recuperados de atividades ilegais ligadas ao setor.

Se aprovada definitivamente pelo Congresso, a PEC deverá provocar uma ampla reestruturação na forma como as políticas de segurança pública são organizadas e financiadas no país.

Leave a comment

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Você também pode gostar

Política

Vereadores acompanham anúncio de pavimentação e entrega de materiais em Três Lagoas

There are many variations of passages of Lorem Ipsum available but the majority have suffered alteration in that some injected
Política

Câmara de Três Lagoas analisa projetos sobre resíduos e agentes de saúde

There are many variations of passages of Lorem Ipsum available but the majority have suffered alteration in that some injected