Reajuste previsto para fevereiro de 2027 elevará a cobrança em R$ 0,07 na gasolina e R$ 0,13 no diesel, com possíveis reflexos sobre abastecimento, fretes e produção
Abastecer o veículo deverá ficar mais caro em Mato Grosso do Sul a partir de 1º de fevereiro de 2027. O valor do ICMS cobrado sobre os combustíveis será reajustado em todo o país, acrescentando R$ 0,07 por litro à tributação da gasolina e R$ 0,13 à do diesel.
Caso o aumento seja integralmente repassado ao consumidor, um abastecimento de 50 litros de gasolina terá acréscimo de R$ 3,50. O preço final, entretanto, também depende das distribuidoras, dos custos de transporte, das margens dos postos e das condições de mercado.
A atualização foi definida pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). De acordo com o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo e Lubrificantes de Mato Grosso do Sul, o reajuste representa elevação de 4,5% no valor do ICMS da gasolina e de 11,1% no diesel.
O gás de cozinha também será alcançado pela mudança. A cobrança sobre o Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) passará para R$ 1,54 por quilo.
Combustíveis já ficaram mais caros
O novo reajuste tributário ocorrerá depois de um período de alta nas bombas. Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis mostram que o preço médio da gasolina em Mato Grosso do Sul passou de R$ 5,93, em outubro de 2025, para R$ 6,42 em outubro deste ano.
A diferença de R$ 0,49 representa aumento de 8,3% em 12 meses. Como outubro ainda não terminou, o levantamento referente a 2026 é parcial.
O diesel teve uma escalada ainda maior. O litro do tipo comum avançou de R$ 5,94 para R$ 6,78, alta de 14,2%. Já o diesel S10 passou de R$ 6,01 para R$ 7,34, acréscimo de 22,2% ou R$ 1,33 por litro.
O encarecimento do diesel preocupa especialmente Mato Grosso do Sul, onde boa parte da produção agropecuária e industrial depende das rodovias. A elevação dos custos de transporte pode atingir o valor dos fretes e, posteriormente, chegar a alimentos, matérias-primas e outros produtos.
Diante da instabilidade internacional dos derivados de petróleo, as secretarias estaduais de Fazenda avaliam reduzir o intervalo previsto em lei para novas atualizações do ICMS sobre o diesel.
O Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, Finanças, Receita ou Tributação informou que acompanha o cenário e estuda possíveis alternativas. Até o momento, porém, nenhuma antecipação foi aprovada.
Assim, permanece válido o calendário estabelecido pelo Confaz, com os novos valores entrando em vigor em fevereiro de 2027.
Desde 2022, o ICMS dos combustíveis é cobrado uma única vez na cadeia e por quantidade comercializada. Para definir a atualização, foram comparados os preços médios divulgados pela ANP entre fevereiro e setembro de 2025 e o mesmo período de 2026.






