Recursos foram empenhados em favor da empresa responsável pela obra, que deverá ampliar a oferta de consultas especializadas e exames para pacientes da Costa Leste
O Governo de Mato Grosso do Sul formalizou a destinação de R$ 690.040,92 para dar continuidade à construção da Policlínica Regional de Três Lagoas. A unidade faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do Governo Federal, e será voltada ao atendimento especializado de pacientes do município e de outras cidades da Costa Leste.
A autorização financeira foi publicada no Diário Oficial do Estado de sexta-feira (23) e está dividida em duas notas de empenho emitidas em favor da Engetal Engenharia e Construções Ltda., empresa responsável pela execução do empreendimento.
O maior empenho é de R$ 420.549,59, registrado como recurso de repasse e financiado por receitas provenientes de impostos vinculados à saúde estadual. A segunda parcela, de R$ 269.491,33, corresponde à contrapartida obrigatória do Estado e será custeada pelo Fundo Especial de Saúde (Fesa).
O empenho representa a reserva orçamentária necessária para cobrir as despesas previstas. A liberação efetiva dos valores ocorre conforme o cumprimento das etapas contratuais, a apresentação das medições e a comprovação dos serviços executados.
Atendimento regionalizado
A futura policlínica deverá concentrar consultas médicas especializadas, exames e outros procedimentos de apoio ao diagnóstico. A proposta é ampliar a capacidade de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS) fora da rede hospitalar, encaminhando cada paciente ao serviço mais adequado.
Além de atender à demanda de Três Lagoas, a estrutura terá alcance regional. Atualmente, parte dos moradores da Costa Leste precisa percorrer longas distâncias ou viajar até Campo Grande para conseguir determinados exames e consultas com especialistas.
Com a implantação da unidade, a expectativa é reduzir esses deslocamentos, agilizar diagnósticos e contribuir para diminuir a pressão sobre hospitais e demais serviços de saúde da região. A policlínica também deverá reforçar a regionalização do atendimento, permitindo que uma parcela maior dos tratamentos seja realizada mais perto do local onde os pacientes vivem.
O avanço do empreendimento ocorre em um cenário no qual a dificuldade de acesso a especialistas e a demora na realização de exames permanecem entre os principais desafios enfrentados pela saúde pública no interior de Mato Grosso do Sul.






