O setor brasileiro de árvores plantadas têm uma contribuição relevante para o armazenamento de carbono: mais de 5 bilhões de toneladas de CO₂ equivalente estão armazenadas nas áreas de cultivo e de conservação mantidas pelas empresas do segmento.
Mato Grosso do Sul tem participação expressiva nesse cenário, com cerca de 2 milhões de hectares de eucalipto, aproximadamente 19% da área nacional da cultura, e ocupa a segunda posição entre os estados com maior extensão plantada.
Os dados são da Indústria Brasileira de Árvores (IBÁ) e constam no Relatório Anual 2025. Mato Grosso do Sul concentrou 187,9 mil dos 234 mil novos hectares incorporados ao setor florestal brasileiro, cerca de 80% da expansão registrada no país.
Durante o crescimento, as árvores retiram dióxido de carbono (CO₂) da atmosfera por meio da fotossíntese e incorporam parte desse carbono à biomassa. As áreas de vegetação conservada também entram na contabilização dos estoques mantidos pelo setor.
Em Mato Grosso do Sul, a expansão das florestas plantadas ocorre principalmente sobre áreas já antropizadas, especialmente pastagens de baixa produtividade. Segundo a IBÁ, essa mudança no uso da terra está associada não apenas à remoção de carbono da atmosfera, mas também a serviços ambientais como recuperação do solo e dos recursos hídricos e conservação da biodiversidade.
“As florestas têm uma contribuição importante para além da produção de matéria-prima renovável. Durante seu crescimento, retiram carbono da atmosfera e ajudam a mantê-lo armazenado. Aqui no Estado, onde o setor florestal alcançou uma dimensão muito relevante, entender e acompanhar esses serviços ambientais é cada vez mais importante”, afirma Junior Ramires, presidente da Reflore-MS.



