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Desempenho escolar abaixo da média nacional coloca 60 municípios de MS no radar do MEC

Os resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2025 mostram que pelo menos 60 municípios de Mato Grosso do Sul apresentam desempenho inferior às referências nacionais em uma ou mais etapas da educação básica. As redes deverão receber acompanhamento do Ministério da Educação (MEC) para melhorar a aprendizagem dos estudantes.

Os dados foram apresentados nesta quarta-feira (5), em Brasília, pelo ministro da Educação, Leonardo Barchini. O governo federal informou que pretende ampliar a assistência técnica aos municípios com resultados mais baixos, especialmente nos anos finais do Ensino Fundamental e no Ensino Médio.

A situação mais preocupante no Estado está em Miranda, Douradina, Ladário, Juti e Sidrolândia. Os cinco municípios registraram Ideb inferior a 4,9 nos anos iniciais do Ensino Fundamental e foram incluídos entre os territórios que deverão receber atenção prioritária no próximo ciclo de ações do MEC.

Em todo o Brasil, o número de cidades com nota igual ou inferior a 4,9 nessa etapa caiu de 1.097, em 2023, para 442 em 2025.

Poucos municípios superaram os resultados nacionais

Quando consideradas exclusivamente as escolas públicas, apenas 19 municípios sul-mato-grossenses alcançaram resultado superior ao índice nacional de 6,1 nos anos iniciais do Ensino Fundamental.

Nos anos finais, 24 cidades atingiram ou ultrapassaram a referência nacional. No Ensino Médio, 22 municípios chegaram ao patamar registrado pelo País.

Ao reunir os resultados das redes pública e privada, o número de municípios de Mato Grosso do Sul acima das médias nacionais é ainda menor.

Nos anos iniciais, dez cidades superaram o índice brasileiro de 6,3: Sonora, Tacuru, Batayporã, Bodoquena, Caracol, Costa Rica, Inocência, Ivinhema, Japorã e Nova Andradina. O resultado geral de Mato Grosso do Sul nessa etapa ficou em 5,9.

Água Clara apresentou o melhor Ideb entre as redes municipais do Estado, com nota 7,2 em 2025. Em 2023, o município havia registrado 6,7.

Nove cidades se destacam nos anos finais

Nos anos finais do Ensino Fundamental, a média nacional, considerando escolas públicas e particulares, chegou a 5,3. Apenas nove municípios de Mato Grosso do Sul ultrapassaram esse resultado:

  • Nova Andradina;
  • Japorã;
  • Ivinhema;
  • Itaquiraí;
  • Glória de Dourados;
  • Fátima do Sul;
  • Coxim;
  • Costa Rica;
  • Bataguassu.

No Ensino Médio, cuja média brasileira foi de 4,5, dez municípios do Estado ficaram acima do índice: Alcinópolis, Itaporã, Itaquiraí, Ivinhema, Jardim, Naviraí, Paraíso das Águas, Vicentina, Sete Quedas e São Gabriel do Oeste.

Aprendizagem será prioridade no próximo ciclo

O MEC prepara uma nova estratégia para os anos finais do Ensino Fundamental, do 6º ao 9º ano, e para o Ensino Médio. As medidas deverão ser apresentadas em outubro, conforme o planejamento estabelecido pelo Plano Nacional de Educação.

Segundo Barchini, o avanço das taxas de aprovação precisa ocorrer junto com a melhora efetiva do conhecimento adquirido pelos alunos.

“Não queremos aprovação sem proficiência. A proficiência estará no centro do novo ciclo”, declarou o ministro.

O MEC pretende acompanhar se estados e municípios estão adotando ações concretas para evitar que estudantes sejam deixados para trás. As redes que apresentarem aumento na aprovação, mas queda no aprendizado, deverão rever suas estratégias.

O ministro também afirmou que a reprovação pode desestimular os estudantes e defendeu mecanismos capazes de recuperar a aprendizagem sem comprometer a trajetória escolar.

Brasil registra melhores notas da série histórica

Entre 2023 e 2025, o Ideb brasileiro, somando as redes pública e privada, avançou nas três etapas avaliadas.

Nos anos iniciais do Ensino Fundamental, o índice subiu de 6 para 6,3. Nos anos finais, passou de 5 para 5,3. Já no Ensino Médio, aumentou de 4,3 para 4,5.

De acordo com o Ministério da Educação, são os maiores resultados registrados desde a criação do indicador, em 2005. Apesar do avanço nacional, os números de Mato Grosso do Sul revelam desigualdades entre os municípios e o desafio de transformar acesso e aprovação em aprendizagem efetiva.

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