Um redesenho no projeto da futura fábrica da Bracell, em Bataguassu, ao que parece, solucionou a questão envolvendo a área destinada ao empreendimento e permitiu o avanço do processo de licenciamento ambiental.
A informação foi confirmada pelo secretário estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, Artur Falcette, durante o Pantanal Tech MS 2026, realizado em Aquidauana.
Segundo o secretário, a empresa promoveu uma pequena alteração na implantação da planta industrial, suficiente para adequar o empreendimento às exigências técnicas relacionadas ao terreno. Com isso, a pendência foi resolvida e o próximo passo será a atualização do processo de licenciamento ambiental.
“O problema foi equacionado. Houve uma alteração no layout da fábrica e, agora, aguardamos apenas a retificação do processo de licenciamento”, afirmou.
Na prática, conforme o secretário, a mudança consistiu em reposicionar a estrutura da unidade dentro da área prevista para a instalação.
Apesar de não alterar as características do projeto, a modificação exige a revisão da Licença de Instalação, já que o empreendimento havia sido aprovado anteriormente com outra configuração.
A Bracell chegou a protocolar o pedido da nova licença, mas retirou temporariamente a documentação para incorporar os ajustes ao projeto.
A empresa já possui Licença Prévia, concedida pelo Conselho Estadual de Controle Ambiental (Ceca) no fim de 2025, porém o início das obras depende da emissão da Licença de Instalação.

Investimento de R$ 16 bilhões
De acordo com o Relatório de Impacto Ambiental (Rima), a fábrica representa um investimento estimado em R$ 16 bilhões e poderá contar com duas linhas de produção de celulose.
A primeira terá capacidade entre 2,8 milhões e 2,9 milhões de toneladas anuais de celulose kraft. Já a segunda poderá produzir 2,607 milhões de toneladas por ano, somando celulose kraft e celulose solúvel.
A expectativa é que a construção da unidade gere cerca de 12 mil empregos no pico das obras. Quando entrar em operação, a fábrica deverá manter aproximadamente 2 mil postos de trabalho diretos e consumir cerca de 12 milhões de metros cúbicos de madeira por ano.
Controlada pelo grupo Royal Golden Eagle (RGE), a Bracell já atua em Mato Grosso do Sul por meio da MS Florestal e prepara sua entrada no setor industrial de celulose no Estado.


